sábado, 16 de agosto de 2014

Quem escreve, os males espanta...

Quem escreve, os males espanta...

Eu, na minha humilde opinião, não levo tão a sério aquilo que muitos dizem “quem canta, os males espanta” porque, bem, eu não canto nada, e se cantar além de espantar os males, espantarei também todos ao meu redor. Mas acredito sim, e fielmente, que quem escreve independente do motivo ou assunto, espanta não só os males como também libera todo o sentimento que possa haver no nosso interior.

Veja, há coisa mais magnífica que as estórias? Elas nos levam a um mundo paralelo só nosso e dos personagens. Elas nos fazem vivenciar tudo àquilo que tecnicamente não existe; você mergulha tão avidamente naquele emaranhado de pensamentos que perde até a noção de tempo! E isso, sem sombra de dúvidas, é um dos maiores espetáculos já criado pelo homem em toda sua fugaz existência.

A escrita nos tira do nosso próprio inferno, meu bem. Na verdade eu acredito que todas as artes tem esse objetivo: nos tirar da nossa própria obscuridade; afinal, não há nada mais inquietante do que você guardar algo que na verdade quer gritar aos sete cantos do mundo esperando que alguém venha e te ajude, que te ampare, que te repreenda, mas de verdade? Isso quase nunca acontece. E sabe como se grita? No dedilhar de um violão, na ponta de um lápis, em uma pincelada, em uma nota cantada...


Isso foi criado desde o início dos tempos e por mais que não tenha sido o objetivo principal, tomou essa finalidade. Por isso eu digo por mim, meu bem, quem escreve os males espanta e cada vez mais se vê longe de um inferno obscuro que a vida o coloca.